Foto: Freepik
No dia 15 de junho foi realizado o segundo encontro de pesquisadores negros paulistas e estudantes antirracismo no auditório Simón Bolívar no Memorial da América Latina na capital paulista.
Organizado pelo Núcleo Antirracista Virgínia Leone Bicudo da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, o evento buscou aprofundar as discussões sobre os desafios enfrentados por pesquisadores e estudantes negros no ambiente acadêmico e subsidiar o desenvolvimento de políticas antirracistas no ensino superior. Além disso, os participantes revisitaram os avanços do fórum anterior, que aprovou a concessão do título de Doutor Honoris Causa para Leci Brandão.
A UFSCar foi representada pela reitora, professora Ana Beatriz de Oliveira, e por pesquisadores mobilizados em conjunto pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, o NEAB, e pela Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade, a SAAD. Também participaram reitores e pesquisadores de outras instituições, como a Unicamp e a Unesp.
Entre os temas trazidos pela UFSCar, a professora Ana Beatriz de Oliveira destacou a importância de levar o debate para os campi da universidade, integrando coletivos e grupos de pesquisa sobre o tema.
"Para nós, é sempre motivo de muito orgulho e reafirmamos na ocasião o compromisso institucional com a pauta antirracista e o nosso trabalho em prol da institucionalização de processos de educação para as relações étnico-raciais e toda a pauta de ensino da história africana, que até então aconteceu na nossa universidade a partir de iniciativas individuais de professores, professoras, estudantes e técnicos que atuam, principalmente, no NEAB e que temos feito um esforço grande para torná-los processos institucionais.Então, foi um momento muito especial, sobretudo, porque houve uma participação muito importante da UFSCar, a partir de uma mobilização feita pela SAAD, junto com o nosso NEAB", afirmou.
Também presente, o secretário de ações afirmativas, diversidade e equidade da UFSCar, André Pereira da Silva, reforçou a colaboração da universidade no debate antirracista.
"A participação da UFSCar, né, eu acho que primeiro representa o compromisso da instituição em seguir avançando com a política de ações afirmativas, ansiando aí uma universidade que seja antirracista cada vez mais.
Então, é importante classificar a importância que é para a UFSCar a partir da perspectiva que reúne o trabalho, né, da educação para as relações étnico-raciais, que como pensamento negro em educação vai estabelecer a a necessidade do diálogo que possa ser promovido a partir dos estudantes negros antirracistas, professores, que vão se organizar aí em coletivos, nos grupos de pesquisa, grupos de estudo, extensão e colaborar, né, local e nacionalmente para a ampliação das ações afirmativas, em especial aí no que tange às práticas antirracistas transversalizadas para a universidade".
O NEAB também ganhou destaque no evento. O núcleo, que completa 35 anos em 2026, tem forte atuação na formulação de estratégias de inclusão, educação e políticas públicas voltadas à população negra e afrodescendente.
Texto: Daniel Monteiro
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