MOSTRA IMAGEM E SOM: É PROIBIDO FILMAR – 20 ANOS

Escrito por em 14/12/2016

Começa nesta quarta (14), a Segunda Mostra Imagem e Som com sessões no Teatro Florestan Fernandes. Em 1996, a Universidade Federal de São Carlos inovou no cenário nacional ao abrir a primeira turma do curso de Arte Bacharelado em Imagem e Som. Em um momento que o Cinema Brasileiro começava a dar os primeiros passos (após a extinção da EmbraFilmes, que praticamente zerou a produção nacional por mais de 4 anos), São Carlos trazia um projeto ousado para a época, prevendo a convergência de mídias e a evolução do audiovisual no fazer artístico.

Em seus 20 anos, o curso de Imagem e Som (aprovado no MEC em 2001 como Comunicação Social) tem ao longo de sua história uma grande quantidade de filmes de curtas-metragens e outros projetos de audiovisual. A Mostra “É Proibido Filmar” traz produções dos anos 90 até os dias de hoje, em projetos experimentais e muitos fora do currículo, que para serem produzidos muitos desafios tiveram tiveram que ser vencidos. A atividade também pretende fazer uma reflexão no momento em que o curso analisa sua grade.

Mais informações no evento do facebook.


PROGRAMAÇÃO MOSTRA IMAGEM E SOM: É PROIBIDO FILMAR

[14/12 – TEATRO FLORESTAN FERNANDES]

  • 17h – Mostra 1

Departamento de Artes e Comunicação, 2016. Extracurricular

Melhor Idade é o Caralho, 2013. Extracurricular.

A(s) Ideia(s), 2015. Extracurricular.

282, 1998. História do Audiovisual.

As Batalhas de São Carlos , 2016. Filme Etnográfico.

  • 19h – Mostra 2

Sonhos, 2013. Introdução à Fotografia.

15, 2014. Realização Audiovisual I.

Corpos, 2014. Realização Audiovisual II.

  • 20h às 22h – Debate “Porque Filmar?”

Reunindo filmes realizados de forma extra curricular, em disciplinas optativas e até mesmo fora dos formatos usuais, os selecionados para o primeiro dia de mostra colocam em pauta as motivações que nos levam a enfrentar as dificuldades de realizar obras audiovisuais ao longo do curso.

Experimentar equipamentos alternativos, visualizar e transformar possibilidades, somar experiências pessoais ou pessoas com mesmo interesse para produzir conteúdo, e por fim, buscar que esse conteúdo circule, levante discussões e forme opiniões. Mas e se ele não circula, por que filmamos?

Porque filmamos busca responder o que nos motiva a fazer filmes, a praticar, mesmo quando não é exigido academicamente,  aquilo que discutimos em aula. Filmamos porque nos encontramos e encontrar outras pessoas que se interessam em praticar e experimentar o audiovisual talvez seja uma das maiores vantagens da graduação.


[Quarta, dia 15/12 – local: TEATRO FLORESTAN FERNANDES]

  • 16h – Mostra 3

O melhor banco do mundo, 2014. Expressão Audiovisual II

Paleta de Cores, 2015. Trabalho de Conclusão de curso.

Little Numbers fan video, 2016. Captação digital

Pepê – A personagem sem nome, 2015. Animação.

Bar Esperança, 2006. Trabalho de Conclusão de Curso.

Garam Massala, 2016. Direção I.

A melhor idade, 2012. Realização Audiovisual II.

Jogo de Cena, 2015. Expressão Audiovisual II.

Minuto da Ciência – Ep. 01, 2016. Realização Audiovisual I.

Bang bang com coca e batata grande, 2010. Realização Audiovisual II.

Totem, 2014. Introdução à Hipermídia.

  • 19h às 20h40 – Debate “Como filmar?”

A dificuldade em encontrar estrutura e equipamentos adequados perpassa as produções de Imagem e Som desde as primeiras atividades que realizamos, bem como as dificuldades em encontrar formas de exibir as obras produzidas. Levantar obras realizadas em momentos que não os trabalhos de conclusão de curso se torna um exercício sobre entender as estruturas do curso e sua grade curricular.

Como as limitações de espaço e equipamentos interferem no que produzimos? Como as diversas possibilidades de financiamento que extrapolam a universidade influenciam e são influenciadas pelos discursos que desenvolvemos nos filmes? Como experimentar linguagens, formatos e plataformas com a atual grade do curso? Como aliar teoria e prática?

Essas perguntas guiam a seleção dos filmes do segundo dia e nos fazem realizar um levantamento de obras audiovisuais produzidas pelos alunos ao longo do curso e em sua conclusão a fim de elaborarmos um discurso sobre a nova grade pedagógica do curso prevista para os próximos anos.


[Quinta, dia 16/12 – SAGUÃO DEPARTAMENTO DE ARTES E COMUNICAÇÃO]

  • 14h – Mostra 4

Chegamos Antes, 2015. Extracurricular.

Salomé, 2015. Trabalho de Conclusão de Curso.

Acomunicati, 2014. Extracurricular.

Modorra, 2015. Trabalho de Conclusão de Curso.

Delivery, 2011. Extracurricular.

Temporão, 2010. Extracurricular.

O mestre mandou, 2011. Extracurricular.

 

16h às 18h – Debate “Com quem filmar?”

Quando as estruturas que nos permitem produzir dentro da Universidade diferem demais das práticas de um possível mercado audiovisual no Brasil, nos resta lutar por práticas menos mercadológicas e que priorizem a coletividade e colaboração para que ultrapassemos as barreiras que nos impedem de realizar os filmes.

Projetos que não foram aceitos como TCC, trabalhos em que alunos de diversos anos tem que trabalhar juntos para concluir um objetivo final ou a simples experimentação audiovisual fora dos padrões narrativos ou fora dos muros da Universidade são as alternativas para que não seja Proibido Filmar. Para que nós, estudantes, procuremos um caminho a fim de nos articular e substituir o sistema competitivo que se instaura muitas vezes no ambiente universitário por um formato coletivo, mais igualitário e condizente com o audiovisual independente.

 

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