Conscientização da Esclerose Múltipla ocorre no Brasil

Escrito por em 30/08/2018

Conscientização da Esclerose Múltipla ocorre no Brasil

No dia 30 de agosto, é celebrado o Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla, doença que atinge cerca de 2,5 milhões de pessoas no mundo e no Brasil, mais de 30 mil, segundo o Ministério da Saúde – sendo que apenas metade delas estão em tratamento. É uma das doenças neurológicas mais comuns em adultos jovens, e principalmente, em mulheres, com incidência entre 15 a 50 anos de idade.

Celebrada pela primeira vez em 2006, a data foi fruto de muito trabalho da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) e visava buscar algo de representatividade nacional que aumentasse a visibilidade da Esclerose Múltipla, seus pacientes e os desafios por eles enfrentados no dia a dia. Esta data foi escolhida em homenagem a fundadora da ABEM, Ana Maria Levy, que nasceu em 30 de agosto. Graças a Ana Maria, há décadas a ABEM vem prestando serviços à população e seguida por outras muitas associadas em todo o Brasil.

A Esclerose ocorre quando as células de defesa atacam o sistema nervoso central, provocando lesões no cérebro e na medula. Muitas vezes os sintomas não são tão claros, pois são bastante variáveis. Mas alguns sintomas ‘comuns’ da esclerose múltipla são fadiga, perda da força, espasmos musculares, alteração do equilíbrio da coordenação motora, incontinência urinária, disfunção intestinal, problemas sexuais, dores crônicas e depressão.

A doença é autoimune e pode prejudicar a visão, a fala, a audição e os movimentos. Os cientistas acreditam que a patologia é resultado de uma combinação de fatores imunológicos, ambientais, infecciosos e genéticos, embora a causa real seja desconhecida. Não há prevenção para a doença, mas existem diversos tratamentos e medicamentos que permitem que o paciente tenha uma vida normal. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental. Ele é feito através da história clínica detalhada, associada ao exame clínico e neurológico completos e confirmados por três exames laboratoriais complementares: Ressonância Magnética, Punção Lombar e Potencial Evocado.

Do ponto de vista de tratamento, desde o início de 2018 os planos de saúde são obrigados a cobrir o tratamento com o remédio natalizumabe. Mais recentemente, também foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária um novo remédio contra a enfermidade. Ele é o primeiro que também atua contra uma versão mais agressiva da esclerose múltipla, a chamada “primária progressiva”. Mais informações no podcast do Rádio UFSCar Notícias – edição da tarde de 30 de agosto.


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