Coletivo de Areia estreia “Demolições”

Escrito por em 02/09/2016

Espetáculo estreia no dia 4/9 no SESC São Carlos

Portas em pedaços, janelas estilhaçadas, paredes em ruínas, objetos de uso pessoal: quanto sobra de uma pessoa quando só os objetos sobrevivem? A demolição como metáfora da contemporaneidade fragmentada arruína, antes de tudo, o sujeito. Passeando em meio aos destroços de experiências pessoais, uma mulher tenta resgatar a própria identidade, além de sua relação com o masculino. A partir do jogo entre o real e a ficção, o espetáculo propõe uma reflexão sobre papeis sociais, o gênero, o corpo, o tempo.

Para que fosse possível essa encenação o Coletivo de Areia contou com a colaboração de artistas convidados, moradores de São Carlos, São Paulo, Bauru e Berlim: O motor para a criação teatral é derivado de um campo híbrido, quando o teatro  passa a ser exibido, estudado e concretizado à luz de um estudo mais aprofundado das artes performativas, literatura e artes visuais, num vivo encontro entre imagem,palavra, som e presença no espaço, tendo como motor os espaços demolidos da mulher (internos e externos), tendo como pano de fundo as relações afetivas forjadas na tênue fronteira entre o que é ficção e o que é realidade, buscando uma compreensão estética do lugar do feminino na sociedade atual.

Antonio Salvador, dramaturgo, jurista e escritor premiado. Com o seu romance de estreia “A Condessa de Picaçurova” foi vencedor do 17o. Prêmio Nascente de Literatura, concedido pela USP, além de finalista do Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional, em 2012, e do Prêmio São Paulo de Literatura, em 2013. É autor do livro sobre direitos culturais “Três Vinténs para a Cultura – O Incentivo Fiscal à Cultura no Brasil”, publicado em 2014.Francisco Peres, diretor e iluminador, é bacharel em Direção pela Universidade de São Paulo e Mestre em Praticas Teatrais pela mesma instituição. Trabalha desde 2009 no Teatro da USP, como Orientador de Arte Dramática, no campus de Bauru. Edison Bicudo, tem seguido carreira acadêmica como sociólogo/geógrafo formado pela Universidade de São Paulo e o King’s College de Londres. Paralelamente, tem desenvolvido trabalhos artísticos, sobretudo como pintor (www.edisonbiudo.net). Aline Ferraz, provocadora de documentação teatral, mestre em Artes Cênicas pela ECA/USP (2012), possui graduação em Licenciatura em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo (2002) e graduação em Educação Artística pela Faculdade Mozarteum (1995). Ipojucan Pereira, Ator, diretor e professor de Expressão Corporal, Interpretação e História do Teatro. Bacharel em Interpretação Teatral, Doutor e Mestre em Teoria e Prática do Teatro pela ECA-USP. Maju Martins, pesquisadora e performer. Atualmente realiza pesquisa de doutorado no Nomads.usp- Núcleo de Estudos de Habitares Interativos do Instituto de Arquitetura e Urbanismo na Universidade de São Paulo/Brasil (IAU-USP). Daniele Adorna, artista visual Estudante do 5º ano de Ciências Sociais na Universidade Federal de São Carlos, atua em pesquisa na área de Antropologia Visual sob as perspectivas das manifestações artísticas desenvolvidas no espaço urbano. Otacilio Alacran, preparador de voz, ator e Agente Cultural no Teatro da Universidade de São Paulo – TUSP, onde integra o Núcleo de Experiência e Apreciação Teatral do TUSP. Wendy Palo, produtora executiva do Instituto Cultural Janela aberta, é formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos,  Magê Blanques, atriz e figurinista, formada pela ECA-USP, Roberta Maziero, corégrafa, Mestranda em Educação Escolar pela UNESP – Araraquara, especialista em Educação Física escolar pela UFSCAR .

Serviço:

Ficha técnica

Concepção: Cláudia Alves | Encenação e projeto visual: Cláudia Alves e Marko Dallabrida (Coletivo de Areia) |Direção: Francisco Serpa | Atriz narradora: Cláudia Alves |Performer: Marko Dallabrida |Dramaturgo: Antonio Salvador Projeto de iluminação e operação técnica: Francisco Serpa |Composição Musical (trilha sonora original): Edison Bicudo | Projeto de Cenário-Instalação: Claudia Alves, Marko Dallabrida (Coletivo de areia) e Francisco Serpa |Criação e operação multimídia em cena: Marko Dallabrida | Figurino: Magê Blanques |  Fotografia e vídeo da encenação: Daniele Adorna | Produção Executiva : Wendy Palo do Instituto Cultural Janela Aberta e Coletivo de Areia |Provocador cênico de performatividade: Ipojucan Pereira |Provocadora cênica de Documentação Teatral: Aline Ferraz | Provocador cênico de voz: Otacílio Alacran | Preparadora Corporal: Maju Martins| Coreografias: Roberta Maziero | assistentes de palco: Melk Aguiar e Guilherme Pintado | assistentes de produção: Daniele Adorna e Maju Martins | Maquiagem: Jaciane Alves

Recomendação etária: 14 anos | Entrada Franca!

Datas de apresentações:

04/09 – Estreia

Local: Sesc São Carlos

Horário: 19 h

 

12/09 – São Carlos

Local: Espaço 7

Horário: 19:30

 

16/09 – São Carlos

Local: Oficina Cultural Sergio Buarque de Holanda (Festival Contato)

Horário: 20:00

17 e 18/09 – Descalvado

 

21 e 22/09 – Dois Córregos

Local: Praça Oswaldo Casonato – Estação Ferroviária

Horário: 19:30

 

26 e 27/09 – Analândia

Horário: 19:30

 

30/09, 01 e 02/10 – São Carlos

Local: Centro Cultural da USP São Carlos

Horário: 20h

O projeto Demolições” do Coletivo de Areia, grupo surgido na cidade de São Carlos em 2013 a partir do encontro entre duas linguagens: o teatro e as artes visuais e formado por Claudia Alves Fabiano, atriz, orientadora de arte dramática do Tusp e doutoranda em Artes Cênicas (ECA-USP) e pelo artista visual, performer e arquiteto Marko Dallabrida chega ao seu termo com estreia em setembro no Sesc São Carlos, com o texto original: “Experimento com bola de demolição sobre objetos de uso diário”, do premiado escritor e jurista, Antonio Salvador e músicas inéditas de Edison Bicudo, geógrafo e sociólogo, ambos egressos da Universidade de São Paulo.

Para a execução do projeto que contou com 03 experiências visuais em espaços demolidos da cidade de São Carlos, 01 encenação, 01 exposição e 7 workshops públicos de aprimoramento teatral o Coletivo de Areia contou, nos últimos 10 meses com o apoio do edital Proac do Governo do Estado de São Paulo para espetáculo inédito e com o Instituto Cultural Janela Aberta, o Tusp- Teatro da USP,o Centro Cultural da USP de São Carlos, o Grupo Coordenador de Atividades de Cultura e extensão da USP de São Carlos, a prefeitura do Campus USP, a Rádio Ufscar e o Sesc São Carlos.

A encenação “Demolições” é resultado de um trabalho colaborativo, polifônico e multifacetado. Uma equipe formada por profissionais das mais diversas áreas, unidos por questões comuns, por uma profunda amizade e um engajamento político e ideológico visceral com a Arte.

Release da encenação:

Marcado como

Opinião dos Leitores

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicado. Campos Obrigatórios *


Rádio UFSCar

Tocando agora
TITULO
ARTISTA