Far From Alaska – ModeHuman

Escrito por em 07/07/2014

A Far From Alaska nasceu roubando a cena em Natal. Com menos de um ano de banda, em 2012, lá estavam os potiguares vencendo concursos e levando o ótimo EP de estreia, Stereochrome, aos palcos do festival Planeta Terra, numa apresentação bastante forte, diga-se de passagem, que foi capaz de chamar a atenção de muita gente, mesmo dividindo o dia com nomes como Gossip e Garbage. Agora, com modeHuman, primeiro disco cheio do quinteto de Natal, é chegada a hora de cumprir a promessa de dois anos atrás.

Uma coisa é certa quanto ao álbum novo: nada se perdeu desde o EP. Inclusive, as quatro músicas de Stereochrome estão ali, marcando início e fim do disco, bem como fazendo volume ali no meio. Seu rock n’ roll de pegada clássica e agressiva, cantado em inglês e carregado por riffs pesados de guitarra e sintetizador continua intacto, mantendo as referências de Wolfmother, Dead Weather e The Kills bem firmes – aliás, a voz de Emmily, vocalista do grupo, é uma arma bem parecida com a de Alisson Mosshart, do Kills, e eu não posso expressar o quão agradável isso é aos meus ouvidos.

Com uma hora bem sólida de pedradas sonoras bem trabalhadas, o disco cansa um pouco – principalmente porque todas as músicas mantém uma linha parecida, perigosamente bem “formulada”. Não que isso seja um grande problema agora no começo: a Far From Alaska aposta e aperfeiçoa uma fórmula de sucesso, e não há nada de errado em fazer isso num primeiro álbum. Entretanto, mais respiros como os de “modeHuman pt. 1″ espalhados pelo disco seriam bem-vindos para ajudar em sua audição. Além das quatro faixas de Stereochrome, que ainda mantém sua relevância em meio a tantas novas faixas, se juntam a “Thievery” e “The New Heal” quebradeiras novas como as excelentes “Dino vs Dino” e “Politiks”, e a ótima “Rainbows”, que chega até a apontar possíveis novos caminhos para o grupo. Mas o destaque mesmo fica para a quebradeira final da versão estendida de “Monochrome”, que deixa uma grande última impressão, conseguindo sintetizar, em 9 minutos, o disco inteiro.

Certamente, quem curtiu a estreia do grupo vai gostar bastante de modeHuman, que é basicamente uma versão estendida do primeiro EP. O disco é feito sob medida para ser tocado ao vivo, e na pegada do grupo, deve dar um show incrível. Provavelmente, agora com uma divulgação maior, a Far From Alaska vai aumentar seu público base, mas não vai conquistar outros nichos. ModeHuman serve para consolidar o grupo potiguar como um dos sólidos nomes da produção independente de rock n’ roll do país, e isso por si só já é um feito respeitável para primeiro disco.

Henrique Gentil, bolsista de Programação Musical.

A seguir, a lista de músicas que você confere de segunda a sexta, às 9h45, na Rádio UFSCar.

 

Segunda-feira

1. Thievery

2. Deadmen

3. Dino vs. Dino

Terça-feira

4. Politiks

5. Another Round

6. About Knives

Quarta-feira

7. Rolling Dices

8. Mama

9. Greyhound

Quinta-feira

10. Communication

11. The New Heal

12. Tiny Eyes

Sexta-feira

13. ModeHuman Pt. 1

14. Rainbows

15. Monochrome

 

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