Aláfia – Aláfia

Escrito por em 23/09/2013

Aláfia, uma palavra que despertou a minha curiosidade na hora. A primeira vez que ouvi esse termo, de origem da etnia africana Yorubá, foi quando apresentei no meu programa de rádio a música “Ela é favela”, faixa que integrava a coletânea Coletivo Urbano, interpretada por Lurdez da Luz. Então, logo fui procurar na internet e encontrei varias definições, dentre elas, aquela que achei mais explicativa, dizia que Aláfia “é a soma de tudo que um ser humano possa desejar”, o que, na sabedoria africana, se resume em paz, harmonia e equilíbrio com o mundo no qual vivemos.

Nestas últimas semanas, a banda Aláfia lançou o seu primeiro disco autointitulado. Um compêndio daquela que é chamada internacionalmente de black music.

Ao longo do disco, nos deparamos com as muitas vertentes deste “gênero”, se é que assim podemos defini-lo, já que a música não pode ser classificada baseada na cor da pele de quem a cria e executa, embora eu precise admitir que existem emoções que só a musica negra consegue despertar.
Seja um soul groove, com a levada típica dos bailes black dos anos 70, ou o mais atual rap, que bate nos ritmos urbanos do caos das metrópoles, ou ainda as hipnóticas batucadas dos terreiros espalhados pelo país, além do rico caldeirão da música popular brasileira.

Tudo isso e muito mais vocês podem encontrar no debuto de uma das bandas que estão revolucionando o panorama musical nacional, uma geração de músicos novos, mas não por isso inexperientes, já que entre eles encontramos nomes que participam de outros projetos paralelos como Fernando TRZ ou Pipo Pegoraro, que além de multi-instrumentista, assumiu o papel de produtor, junto a Eduardo Brechó, vocalista e guitarrista da banda. Formação que vem com uma proposta que é perfeita combinação entre suavidade e frescor, na qual e a África dos ancestrais escravos encontra o lirismo da MPB, uma música cheia de ritmos e melodias viciantes, que misturam referências amplas, não só da produção nacional, mas também do mundo da música internacional contemporânea, onde o Brasil está ganhando uma posição de destaque a cada dia que passa, fugindo dos estereótipos nos quais até agora, infelizmente, apenas o samba e a bossa nova se tornaram sinônimos de um Brasil de exportação.

Longa vida à musica autêntica que nos proporciona a harmonia essencial para o nosso bem estar!!

Paz!

Mauro Lussi
Coordenador de programação musical e DJ na Rádio UFSCar

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1. Mulher da Costa
2. Ela e Favela

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3. Homem que virou Musica
4. Kiwi Leki Pa (Baile Black)

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5. Mais Tarde
6. Em Punga

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7. Dono da minha Cabeca
8. Pura

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