The Vaccines – Come Of Age

Escrito por em 22/10/2012

The Vaccines é o típico exemplo de banda que sofreu com a hype desde sua estreia: antes de lançarem seu debut, os caras eram vistos como a nova sensação do rock n’ roll, depois foram tachados como mais uma daquelas bandas indies por aí.

Não é que o What Did You Expected From The Vaccines? seja um álbum fraco – muito pelo contrário, é um disco de estreia excepcional  – mas as expectativas criadas ao redor do grupo diminuiram muito seu impacto. A verdade é que, quando o LP saiu, as melhores faixas já eram conhecidas do público e o que havia de inedito já não era tão excitante assim. Isso é um fenômeno comum que infelizmente afeta inúmeros artistas o que, muitas vezes, os condena à obscuridade de One Hit Wonders.

É Interessante notar o efeito que essa hype teve sobre os Vaccines: uma grande pressão, aparentemente imposta pelos próprios membros da banda para amadurecerem e fugirem do esteriótipo que o primeiro disco deixou. O próprio nome deixa isso bem claro: The Vaccines – Come Of Age, isto é, The Vaccines amadurecem.

Não dá para negar que em muitos momentos esse amadurecimento é bem vindo. Embora, muitas vezes a nova sonoridade pareça forçada, mas geralmente o grupo está bem inspirado e tudo flui de forma legítima. Um exemplo disso é a própria faixa de abertura, “No Hope”, que pega os melhores elementos do primeiro álbum e mistura tudo numa música só, com um refrão bem cativante e despretensioso, a faixa é um hit perfeito.

Na sequência vem a agradável e retrô “I Always Knew” e o divertido flerte com o rockabilly em “Teenage Icon”, são  faixas que mantêm a alta qualidade do álbum e marcam um excelente começo.“All In Vain”cansa por ficar na mesmice, mas por sorte a energética “Ghost Town” vem  para reavivar o ânimo e engatar mais uma sequência de ótimas faixas (a estranha “Aftershave Ocean”,absorve uma influência muito bem vinda dos Strokes, a balada tarantinesca “Weirdo” e a “punkzinha” “Bad Mood”).“I Wish I Was a Girl” aparece mais tarde, mas é outro bom destaque do disco que prepara o terreno para a grandiosa “Lonely World” – que mais parece um Blur em seu auge – encerrar o álbum de forma mais que satisfatória.

O álbum é uma obra coesa e bem pé no chão, feito que é impressionante dada as condições do Vaccines. A banda soube não se desesperar perante a hype do primeiro disco e soube administrar bem a necessidade de sair da sombra de uma boa estreia. Sem exageradas mudanças no som, o que se percebe aqui é uma sofisticação na banda.

Come Of Age, na verdade, marca apenas o começo de um longo processo de amadurecimento que a banda, com razão, não faz a mínima questão de acelerar. Tudo a seu tempo!

Henrique Gentil,
Bolsista de Programação Musical na Rádio UFSCar

A seguir, a lista de músicas que você ouve de segunda a sexta às 15h45, na Rádio UFSCar:

segunda-feira
1. No Hope
2. I Always Knew
terça-feira
3. Teenage Icon
4. All In Vain
quarta-feira
5. Ghost Twon
6. Aftershave Ocean
quinta-feira
7. Weirdo
8. Bad Mood
sexta-feira
10. Change Of Heart Pt. 2
11. I Wish I Was a Girl
12. Lonely World

Revisão: Sheila Castro

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