The Ghost of a Saber Tooth Tiger – Midnight Sun

Escrito por em 07/07/2014

The Ghost of a Saber Tooth Tiger é uma banda formada em 2008 pelo casal Sean Lennon e Charlotte Kemp Muhl, que segundo eles não foi nada mais que um jeito para passar mais tempo juntos.

Claro que, para quem ouve o som deles, essa particularidade significa pouco, já que o resultado dessa parceria, sentimental e artística, se resume no primeiro trabalho oficial em estúdio, que supera as expectativas. Também o fato de Sean Lennon ser filho do maior ídolo pop de todos os tempos ajuda, mas não atrapalha, enquanto o projeto brilha com luz própria.

 Para falar a verdade, antes de gravar Midnight Sun, o casal já havia lançado, em outubro de 2010, alguns singles e um cd intitulado Acoustic Sessions, recebido pela crítica especializada como uma obra solar e psicodélica, e descrita pela NPR, a associação das rádios públicas estadunidenses, como “um pulo num mundo mágico onde um sol com um sorriso brilha sobre um campo de flores dançantes, enquanto criaturas aladas voam no ar perfumado”.

Midnight Sun, lançado em abril deste ano, também foi recebido com elogio por uma ampla cobertura da imprensa especializada. Logo, depois de um mês, entrou na parada de venda da Amazon, ao par de grandes clássicos como Abbey Road e Sgt. Pepper Lonely Hearts Club Band.

Muitas são as referências ao rock psicodélico dos anos 60 e 70, misturado com elementos do folk e até atmosferas tropicais e vintage pop. Já nas primeiras três faixas que abrem o disco, “Too Deep”, “Xanadu” e “Animal” somos transportados para territórios lisérgicos, com um sabor retrô e, ao mesmo tempo, contemporâneos, arriscando uma comparação com o neo-psicodelismo de bandas como Tame Impala e até os nossos Boogarins. Batidas fortes e marcantes, guitarras ácidas e melodias oníricas tomam conta do imaginário evocado nas letras, que se alternam entre pequenos retratos cotidianos, fugas surreais e delírios que transitam entre o místico e o mágico, como num filme do visionário Alejandro Jodorowsky.

Na seqncia, a faixa título é um groove oriental que nos revela os dotes vocais da Charlotte Kemp Muhl, que assume um papel mais proeminente, assim como em “The Devil You Know”, uma rock song clássica, com guitarras distorcidas na medidas certa, e uma ritmica profunda entre os Flaming Lips, nos momentos mais sóbrios, e o Beck, em seus momentos mais lisérgicos.

O disco encerra com a longa (quase 7 minutos) “Moth to a Flame”, na qual os vocais parecem copiados de uma trilha sonora de um filme francês dos anos 60, misturados com os sintetizadores de um futuro-passado num vórtice caleidoscópico, que soa como uma perfeita despedida até o próximo disco, por enquanto…Boa viagem!

 Mauro Lussi – coordenador de Programação Musical e DJ da Rádio UFSCar

 A seguir, a lista de músicas que você confere de segunda a sexta, às 15h45, na Rádio UFSCar.

 Segunda-feira

 Too deep

Xanadu

Animals

Terça-feira

Johannesburg

Midnight Sun

Quarta-feira

Last call

Devil you know

Quinta-feira

Golden Earrings

Great Expectations

Sexta-feira

Poor Paul Getty

Don’t Look Back Orpheus

Moth to a Flame

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