Synthetica – Metric

Escrito por em 09/07/2012

Se fosse para comparar o mundo da música a um instrumento eu o faria com uma sanfona – ora espremida e pequena, sem muitas opções e com tudo meio parecido, ora expansiva abrangendo não só as mesmas “coisas” de antes da fase espremida, mas também inserindo material novo, sonoridades diferentes e notas que soam mais altas do que nunca. E é assim, como uma sanfona expandida e cheia de facetas que 2012 nos apresenta os artistas de décadas passadas revitalizando o grunge,o rock de garagem, as boybands e outras características dos anos 90 que voltam com força total.

Com este gancho de vai e volta, não poderia deixar de citar as bandas de rock com vocalistas femininas à frente de sua formação, desde Evanescence com Amy Lee e sua dramaticidade mórbida, passando por Nightwish com Tarja e terminando em Paramore, liderada pela rebeldia dos cabelos laranja avermelados ( ou vermelhos alaranjados?) de Hayley Willians. No entanto, não é do gótico, do grunge ou do rock alternativo que esta resenha se trata, o estilo de hoje é o indie tão caracteristico do Metric.

Com Emily Haines nos vocais, a banda canadense vem agora com seu mais novo álbum, Synthetica, o quinto de sua carreira. O quarteto estava sumido dos estúdios desde 2009 e parece que todo este tempo serviu para que fizessem um trabalho excelente.
Synthetica, como o prório nome diz, se apresenta de uma forma meio futurista, cheio de sintetizadores e samplers para ninguém botar defeito, com a guitarra de James Shaw soando quase como um ser vivo que grita por liberdade dentro das melodias empolgantes das 11 faixas do disco.

A faixa “Synthetica”, homônima ao álbum – inclusive já faz parte de nossa programação- traz Emily numa espécie de ode, na qual brada que não é uma garota “sintética” e quer continuar sua vida do jeito que é, um grande paradoxo eu diria, tendo em vista os sintetizadores tão característicos ao Metric, como já dito. “Artificial Nocturne”, primeira faixa do disco, muito bem escolhida, já nos faz perceber que podemos esperar coisas realmente interessantes nas próximas 10 faixas, a primeira frase cantada “I’m just as fucked up as they say” (“Eu só estou fudida como eles dizem”)não poderia abrir da melhor forma o álbum.

“The Void“, também chama atenção por sua pegada mais dançante e eletro junto de “Dreams so Real“, tão diferentes de “Youth Without Youth”, na qual os acordes da guitarra dominam, trazendo um clima mais pesado, aliás, está faixa, primeiro single do álbum, já possui clipe e você pode vê-lo em http://vimeo.com/43940325.“Nothing But Time” encerra o álbum que promete entrar pelo menos no top 20 de 2012, um dos grandes pontos positivos do Metric são os vocais de Emily Haines.
Lembram da sanfona espremida? pois bem, Synthetica foi uma grande surpresa quando se expandiu.

Diego Paulino
Bolsista em Programação Musical na Rádio UFSCar

A seguir, a lista das músicas que você ouve de segunda a sexta-feira, às 15h45, na Rádio UFSCar.

Segunda-feira
1 – Articial Nocturne
2 – Youth Without Youth
Terceira-feira
3 – SPeed The Collapse
4 – Breathing underwater
Quarta-feira
5 – Dreams So Real
6 – Lost Kitten
Quinta-Feira
7 – The Void
8 – Synthetica
9 – Clone
Sexta-feira
10 – The Wanderlust
11 – Nothing But Time

Revisão: Sheila Castro

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