Os 10 melhores discos internacionais de 2015

Escrito por em 14/12/2015

1 – Kamasi Washington – The EpicKamasi

O primeiro lugar leva o nome que merece The Epic, por ser realmente um épico. Tudo nele é grandioso, a quantidade de artistas envolvidos no projeto, a qualidade inquestionável desses músicos, a qualidade inquestionável dos arranjos e das harmonias, e a inquestionável quebra de barreiras. Na época em que ninguém mais tem tempo ou paciência para ouvir nada, na época em que o formato long play já está consolidado, Kamasi Washington subverte os padrôes e lança um disco triplo, uma peça que em suas três horas de duração não deixa a peteca cair nenhuma vez. O disco é impecável, experimental e profundo. É uma celebração do jazz e da música instrumental. É uma meditação, uma reflexão, um sorriso garantido para aqueles que investirem o seu tempo para apreciar essa obra, nada mais nada menos do que um épico.


2 – Tame Impala – Currentscurrents

“Considerada por muitos como um dos nomes mais relevantes da nova safra de bandas pós anos 2000, o grupo ainda se destacou por ser um dos pioneiros e responsáveis pelo revival psicodélico do começo da década. E se engana quem pensava que os caras não tinham mais nada pra acrescentar. O novo disco, gravado e produzido inteiramente por Kevin Parker – vocalista e líder da banda – não deixa de lado o trabalho minucioso nas texturas e percussões setentistas, mas é também repleto de referências ainda não exploradas anteriormente, como a música pop dos anos 80 e recursos da música eletrônica contemporânea.”

Leia a resenha completa no nosso site.


3 – Alabama Shakes – Sound & Coloralabama-shakes-sound-and-color

“Existe alguma outra forma de definir o novo trabalho do Alabama Shakes senão uma mágica jornada repleta de sons e cores? Acredito que não. E veja bem, não é uma farofa, são sons e cores selecionados de maneira meticulosa, consciente e muito bem feita. Não é o Alabama Shakes querendo virar uma banda vintage que toca músicas dos anos 70, mas sim uma banda que se renova, que bebe de outras fontes para construir a sua própria identidade. Sound & Color é uma obra atemporal e faria sucesso independente da época em que fosse lançada, pois o soul do Alabama Shakes não vê idade, gênero, cor ou credo. Ele toca a alma de todos.”

Confira a resenha no nosso site.


4 – Kendric Lamar – To Pimp A Butterflykendrick

 “Se podemos afirmar que discos clássicos são raros e que precisam ser escutados diversas vezes para serem colocados à prova do desgaste dos anos, somente o tempo poderá dizer sobre a relevância de To Pimp a Butterfly para a história do hip hop e da música. No entanto, se considerarmos a importância que tem sido atrelada ao álbum, mesmo agora com o lançamento ainda recente, a audição deste disco é quase que obrigatória, não somente para os fãs do rap e do hip hop, mas, sim, para qualquer um que se importe com música boa.”

Curtiu? Leia o texto na íntegra.


5 – BadBadNotGood & Ghostface Killah – Sour Soulbad

“Em suma, Sour Soul é um trabalho que tem muito a acrescentar ao universo do Hip Hop. A sintonia entre a banda e o renomado rapper é impecável, a fusão do funk/soul somada ao jazz psicodélico constroem o cenário perfeito para as narrativas venenosas, que ganham corpo na voz de Ghostface Killah. Sour Soul com certeza está entre um dos maelhores álbuns de 2015.”

Leia mais 😉


 

6 – Father John Misty – I Love You Honeybear

fjm-iloveyouhoneybear-2400

 “Mais intimista dessa vez, o novo disco é, sim, uma declaração de amor do compositor a sua esposa Emma. Aquele disco que te faz ora se cansar de tamanha delicadeza, ora se emocionar com a simplicidade e sinceridade dos versos. Tudo, diga-se passagem, de um extremo bom gosto em se tratando de termos musicais como timbres e arranjos. Uma produção musical que, aliás, conta com a colaboração do próprio compositor, iniciativa que por vezes lhe deu a liberdade para dar um tratamento mais grandioso ao disco, com orquestra de violinos, pianos e tudo mais o que grandes produções têm direito.”

Confira a resenha no nosso site.


7 – Jill Scott – WomanJill-Scott

“O nome não poderia ser outro quando se trata de uma cantora que dedicou seu trabalho ao combate do machismo e do preconceito, usando como arma apenas o poder da sua voz. Lançado pelos selo Blues Babe Records, o disco conta com dez produtores que trabalharam em conjunto para que o foco fosse a própria Jill, que entra com essa obra mítica no hall da fama como mais uma estrela da soul music.”

Leia mais!


8 – Unknow Mortal Orchestra – Multi-Love

JAG262-UMO_FC-1425-608x608

“Uma experiência de poliamor. Pra alguns, uma ideia incoerente e absurda, pra outros uma realidade sincera e necessária, além de uma belíssima fonte de inspiração. São contos e metáforas do amor vivido a três, Ruban Nielson – principal compositor e cabeça por trás da Unknown Mortal Orchestra – apresenta ao ouvinte, no recém- lançado Multi-Love, um pouco dos dilemas e das histórias que acumulou desde que, junto da esposa e dos dois filhos, aceitou viver também com a quinta moradora da casa: no caso, a terceira integrante de um relacionamento antes monogâmico.”

Leia o texto na íntegra.


9 – Courtney Barnett – Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sitcourtneyb

“Se uma sonoridade inovadora, sacadas miraculosas e virtuosismo técnico/poético não combinam de jeito maneira com o estilo da garota, em se tratando de só ficar a observar sentada, enquanto frita o cérebro numa onda despretensiosa, a compositora definitivamente se destaca. Com observações sobre a própria vida, a vida da galera e sobre pequenas histórias e problemas mundanos, que talvez nem sejam tão correntes assim, a menina prova que sabe como contar uma boa história, com ironia fina e um charme especial de cantar sobre a mediocridade da vida.”

Confira a resenha completa!


10 – Ratatat – Magnifiqueimages

Magnifique é um presente para os fãs de Ratatat e da boa música instrumental. Um trabalho desenvolvido ao longo de anos, que traz uma nova cara para o grupo. Novos timbres, novas construções dentro de um universo altamente convidativo. Menos psicodélico que os albuns anteriores, LP3 e LP4, Magnifique aposta em doces melodias, na infinita gama de timbres e formas para proporcionar uma experiência introspectiva e encantadora .

Marcado como

Opinião dos Leitores

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicado. Campos Obrigatórios *


Rádio UFSCar

Tocando agora
TITULO
ARTISTA