Melissa Auf Der Maur – Out of Our Minds

Escrito por em 10/05/2010

melissaO segundo álbum da carreira solo da canadense Melissa Auf Der Maur, Out of Our Minds, com certeza mantém o peso de seu currículo, em que consta bandas como Smashing Pumpkins e Hole. O álbum foi produzido pelo ‘French Kiss Studio’ em colaboração com uma equipe canadense.

O lançamento desse álbum, na verdade, tem por trás todo um projeto hipermidiático denominado OOOM, que engloba os quadrinhos, o cinema, um livro de banda desenhada e, claro, a música. No site de Melissa são disponibilizados links que nos levam a essa viagem mística que está tão presente no álbum. Dois sites são muito interessantes: no www.thehebrewgod.com temos um teaser dos quadrinhos produzidos para o projeto OOOM; e www.severedways.com é o site de um filme de baixo orçamento chamado Severed Ways: The Norse Discovery of America, que aborda a história de dois Vikings que lutam pela sobrevivência. Mas enfim, o que isso tem a ver com o álbum de Melissa? O fato é que a grande influência na produção deste CD foi a cultura dos Vikings.

Ao imaginar como a cultura Viking influenciaria na música, pensei no ‘Viking Metal’ e em letras que falam de guerras e de bebidas. Apesar de em OOOM ficar clara a presença marcante de elementos do metal, o álbum segue um rumo diferente, ao apresentar um clima sombrio e primitivo. As músicas são pesadas, a voz de Melissa é gritante e rouca – herança do Hole – variando de tom várias vezes, mas sempre muito melancólica ou, às vezes, sinistra.

‘Trocar a cabeça pelo coração, o racional pelo passional, o físico pelo espiritual’, diz ela ao se referir à essência do álbum. Sobre a música homônima ao CD, Melissa comenta que o refrão ´Travel Out Of Our Minds, Into Our Hearts Standing By’ surgiu em sua cabeça e, com seu baixo, ela criou a melodia. O clipe da música mantém uma forte relação com os outros meios de divulgação e extensão do disco, como os quadrinhos e um curta-metragem. Essas mídias juntam-se para formar uma só história e o principal elemento comum entre elas é o sangue, muito sangue. Com isso não fica muito difícil notar o clima surreal e lúgubre do álbum.

Inaugurando o disco, já na primeira música ‘The Hunt’ sentimos o peso do baixo e o clima obscuro, com o som sinistro do piano e de um coro. Para logo depois nos chocarmos com o som grunge da guitarra distorcida e com os gritos de Melissa. Ela conseguiu unir o metal muito bem com a rapidez das batidas eletrônicas, como em ‘Follow the Map’ e com o rock n’ roll, principalmente, na música instrumental ‘Lead Horse’, uma das melhores do álbum. Porém, as últimas músicas tornam-se mais regulares e quebram um pouco o conceito inicial. Mas isso não impede que seja um álbum que satisfaz qualquer um que goste de um bom rock n’roll, e sobretudo os fãs da linda ‘Madame’ ruiva.

Bárbara Roma
Bolsista da Rádio UFSCar

Marcado como

Opinião dos Leitores

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicado. Campos Obrigatórios *


Rádio UFSCar

Tocando agora
TITULO
ARTISTA