Marc Almond – Varieté

Escrito por em 23/12/2010

VarietePeter Mark Sinclair Almond, mais conhecido como Marc Almond, foi um dos personagens que, nos anos 80, se destacou no panorama da New Wave, como vocalista da dupla de música eletrônica Soft Cell. Ícone gay underground, Marc sempre declarou que não queria que sua música fosse vista como algo para homossexuais, embora as letras muitas vezes fizessem referência ao mundo gay.

Depois do fim dos Soft Cell, ele continuou se envolvendo em vários projetos, – Marc and the Mambas, Marc Almond and the Willing Sinners – que, sem dúvida, podem ser considerados menores se comparado ao sucesso do início de carreira, mas muito válidos do ponto de vista artístico. Muitas também são as colaborações com outros grandes nomes da música contemporânea: Nico, Siouxsie Sioux, Jimmy Somerville, John Cale, Nick Cave, Lydia Lunch e David Johansen, dos The New York Dolls, entre outros.

Acaba de ser lançado, pelo selo Cherry Red Records, o último trabalho solo dele intitulado Varieté. Um álbum que nos revela um imaginário recorrente do artista, o mundo colorido e decadente do Cabaret, como metáfora da vida, na qual todos somos atores deste espetáculo que tem um roteiro escrito dia após dia e tudo pode acontecer.

Dezesseis músicas que vão das Torchs Songs – canções nas quais é cantado o amor mal sucedido – ao Cabaret, passando pela Chanson francesa de Jaques Brel e a última paixão do Marc à música soviética.

Uma celebração à nostalgia que, segundo ele, é um sentimento que nos torna mais humanos. Um disco que é o resumo da vida deste artista, que começou nos anos 50 e foi adolescente nos agitados anos 70, para se tornar uma estrela na década de 80 e cair na espiral da toxicodependência nos 90, chegando ao novo milênio com maturidade artística e intelectual.

Marc Almond é acompanhado neste seu trabalho por colaboradores musicais que já estiveram presentes em outra produções dele. Neal Whitmore nas guitarras, Martin Watkins no pianoforte, Dave Ruffy na bateria e percussões e Carl Holt no baixo.

Para quem não conhece o artista, aconselho escutar os primeiros discos dos Soft Cell antes de ouvir Varieté, para conhecer um pouco mais desta figura que teve um papel fundamental na New Wave e que continua, com estilo e originalidade, a nos presentear com música de primeira qualidade, neste começo de milênio.

Paz!
Mauro Lussi
Programador musical e DJ da
Rádio UFSCar

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Disco da Semana 12 de julho de 2010

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