Jungle – Jungle

Escrito por em 04/08/2014

Ano passado dois produtores que se entitulavam J e T lançaram dois singles e dois incríveis videoclipes para as faixas “The Heat” e “Platoon”. O nome da dupla? Jungle. Agora em 2014, sai seu primeiro disco solo, autointitulado, pelo selo XL Recordings, uma pequena obra prima neosoul, que bebe das águas das música eletrônica, do R&B e do funk para criar o que há de mais contemporâneo dentro do estilo.

Eventualmente os dois produtores revelaram seus nomes, Joshua Lloyd-Watson e Tom McFarland, e também revelaram que são ingleses e que o Jungle continha mais cinco integrantes, formando uma big band bem modernosa. O mistério de suas identidades levou muita gente a comparar o duo com os mundialmente conhecidos robôs intergalácticos, o Daft Punk, já apostando no surgimento de mais um grupo de EDM num mercado bastante saturado.

Mas a verdade é que o Jungle se revelou um grupo tão ousado quanto os franceses foram durante os anos 2000, e passam longe de qualquer som de pista de dança comercial.

Jungle é um disco eclético, recheado de referências diversas, e até mesmo quem não é muito chegado ao estilo da música consegue dizer que gostou de, pelo menos, uma faixa. Se sua pegada é o resgate do funk dançante das dance floors, existe a faixa “Busy Earning”. Para os mais românticos chegados ao R&B, temos o single “The Heat”. Para aqueles a fim de sintetizadores estéticos, temos “Time” e “Julia”. Para a galera melancólica e minimalista, sugiro “Lemonade Lake”, e para quem curte uma trilha sonora épica, a melhor pedida é “Smoking Pixels”. Jungle inclusive tem seu lado psicodélico, representado na faixa “Son Of A Gun”. Tudo isso regado a falsetes e letras metafóricas, para criar uma unidade no trabalho.

O disco é fluido e não se repete, sendo possível encontrar semelhanças e influências tão variadas como James Blake, The XX, Ratatat, Jamiroquai e até Enio Morricone. Jungle fez uma estreia e tanto, mostrando que é possível fazer música negra, eletrônica e dançante, sem cair na mesmice da reciclagem dos anos 70 pura e crua.

Sim, o funk está presente no trabalho, entre as influências, mas misturado, mexido e experimentado, com uma cara totalmente nova. Tão eletrônico quanto orgânico, é um disco de estreia que nos faz aguardar para as novas ousadias do grupo.

Diana Ragnole, estagiária em Programação Musical.

A seguir, a lista de músicas que tocam de segunda à sexta, às 9h45:

segunda-feira
1. The Heat
2. Accelerate
terça-feira
3. Busy Earning
4. Platoon
5. Drops
quarta-feira
6. Time
7. Smoking Pixels
8. Julia
quinta-feira
9. Crumbler
10. Son Of A Gun
sexta-feira
11. Lucky I Got What I Want
12. Lemonade Lake


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