Hunx and his Punx – Too Young to be in Love

Escrito por em 24/04/2011

A cena musical da Califórnia sempre foi marcada pelo punk e hardcore, nas suas mais diferentes vertentes, que vão desde a mais pesada das músicas até o lo-fi. Cenário quente e apaixonante foi inspiração de diversas melodias que marcaram a vida de várias gerações, ao longo das últimas décadas. Eis que, nesse pequeno paraíso, ao sul norte-americano, surge, em 2008, a nossa banda da semana: Hunx and his Punx.

Hunx and his Punx pode ser considerada, numa primeira impressão, uma junção do som do Ramones com o estilo e a irreverência do Scissores Sisters. Porém, Seth Bogart e sua banda totalmente feminina misturam influências desse punk lo-fi garage com a cultura queer, criando uma identidade única e ousada, presente tanto nas músicas quanto nos videoclipes e shows.

Assim que começaram a se apresentar, já foram criando um público fiel e despertando boas impressões nos críticos. Em 2009, lançaram seu primeiro trabalho, um long play, praticamente em edição limitada, chamado “Gay Singles” – “gay” aqui no sentido literal da palavra. A música “You Don’t Like Rock’n Roll” logo se tornou um grande sucesso e, dessa forma, construíram uma base sólida para o lançamento do primeiro álbum, “Too Young to be in Love”.

O título traz consigo o principal tema das músicas, afinal, quase todos já ouviram a expressão “você está muito jovem para se apaixonar”. Letras que falam desde o amor perdido até encontros que não deram certo contrastam com melodias alegres e rápidas que, de certa forma, remetem aos curtos romances de verão. A voz característica e rouca de Seth, juntamente com os alucinantes back-vocals de suas companheiras de banda, parecem ser a melhor forma de expressar tudo isso.

O disco possui 10 faixas curtas, totalizando um pouco mais de 30 minutos de som, e começa com uma das favoritas da própria banda, “Lovers Lame”, marcada pelo pequeno solo de guitarra de Michelle e inspirada, como dito pelo próprio grupo, no livro infantil White Boots.

Há também que se destacar a faixa título, “Too Young to be in Love” traz um lado mais depressivo, com vocais arrastados implorando para que não brinquem com o coração. Já “Bad Boy”, uma das minhas favoritas, é, com certeza, a mais punk do disco, guitarras rápidas e refrão grudento.

“Blow me away” fecha o disco compartilhando uma maior experimentação da voz de Seth que consegue sair de sua rouquidão de sempre; a duração, um pouco mais longa se comparada às demais, também propicia uma maior apreciação das guitarras distorcidas que marcam toda a obra.

Sem dúvidas, o disco é um presente para os amantes do rock e para os apaixonados de plantão; a banda ainda tem muito o que crescer, mas merece a atenção que vem tendo no circuito mais “underground”. Não deixem de escutar!

Alexandre Leopoldino
Bolsista em Programação Musical
Rádio UFSCar

A seguir, a lista das músicas que você ouve de segunda a sexta-feira, às 16h00, na Rádio UFSCar:

Segunda-feira
Lovers lane
He is coming back

Terça-feira
Keep away from Johnny
The curse of being young

Quarta-feira
Too young to be in love
If you are not here (i don’t know where you are)

Quinta-feira
Bad boy
Tonit e tonite

Sexta-feira
Can we get together
Blow me away

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