Foo Fighters – Wasting Light

Escrito por em 01/05/2011

Foo Fighters é uma daquelas poucas bandas que resistem ao tempo e continuam produzindo materiais de grande impacto no cenário musical mundial. Toda a experiência conquistada em mais de 16 anos de carreira e a pressão da legião de fãs fazem com que cada lançamento seja precedido de grande expectativa e julgamento.

Assim, ainda em meados de 2010, o quinteto norte-americano se reuniu na garagem do vocalista Dace Grohl, para criar um novo álbum. O afastamento dos grandes estúdios e de todas as suas tecnologias de gravação e mixagem, junto com a volta oficial do guitarrista Pat Smear, provocaram uma mudança na sonoridade. A mudança, porém, não foi drástica e levou a banda de volta às suas origens: o rock’nroll. Dessa forma, o Foo Fighters lança seu sétimo álbum de estúdio, “Wasting Light”, após quase 5 anos do lançamento do antecessor, “Echoes, Silence, Patiente & Grace”.

“Wasting Light” possui 11 faixas marcadas por um rock mais pesado. Bons riffs de guitarra, solos muito bem feitos e uma bateria ensurdecedora protagonizam praticamente todas as músicas, para a alegria dos fãs.

“Bridge Burning” começa o disco com uma grande energia, destacada pela presença de grandes riffs de guitarra e um refrão forte e marcante. “Rope”, segunda faixa, foi o primeiro single do álbum e, de certa forma, uma pequena amostra do que se trataria esse novo trabalho, ela traz um épico solo de guitarra e o melhor que Taylor Hawkins tem à oferecer na bateria.

“Dear Rosemary” é um típico som da banda e traz consigo uma letra mais apaixonante, enquanto “White Limo” é, em uma primeira audição, um heavy metal em potencial. Já “Arlandria” tem uma pegada mais pop com grandes chances de se transformar em um single e também possui um refrão meio grudento.

“These Days”, a minha favorita, é também uma das mais calmas do disco, mas não se engane, a introdução bem leve antecipa um forte e empolgante refrão. “Black & Forth” e “A Matter of Time” não impressionam muito. Já “Miss the Misery” é a que traz o verso que deu título à obra.

“I Should Have Known” possui um ritmo bem progressivo que acompanha muito bem a voz de Grohl, a letra faz referência a Kurt Cobain e ao grupo Nirvana, do qual Grohl também participava. “Walk” termina o disco de forma mais simples, a música lembra um pouco “Best of You” (lançada no disco “In Your Honor”).

No geral, o álbum realmente apresenta uma ótima qualidade e é, sem dúvidas, um dos grandes lançamentos do ano. Os Foo Fighters continuam firmes e fortes para a alegria dos fãs e amantes do estilo.

Alexandre Leopoldino
Estagiário de Programação Musical
Rádio UFSCar

A seguir, a lista das músicas que você ouve de segunda a sexta-feira, às 16h00, na Rádio UFSCar:

Segunda-feira:
Bridge Burning
Rope

Terça-feira:
Dear Rosemary
White Limo

Quarta-feira:
Arlandria
These Days

Quinta-feira:
Back and Forth
A Matter of Time

Sexta-feira:
Miss the Misery
I Should Have Known
Walk

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