Edward Sharpe & The Magnetic Zeros – Edward Sharpe & The Magnetic Zeros

Escrito por em 05/08/2013

O coletivo folk-hippie do vocalista Alex Ebert lança agora seu mais recente trabalho de estúdio, um disco autointitulado, que traz como marca a psicodelia, a leveza, a comunhão e a emoção à flor da pele. Bem marcado pelo trabalho vocal de Ebert, sua intepretação que varia entre o cantar e o quase-chorar, Edward Sharpe & The Magnetic Zeros é o trabalho mais impressionante do grupo até agora.

O disco inteiro é permeado por uma vibe nostálgica, a voz e o jeito de cantar de Ebert remetem, inevitavelmente, ao som que Joe Cocker fazia durante os anos 60. Além disso, a presença do coral, em praticamente todas as faixas, só faz aumentar a semelhança com o trabalho de Cocker.

Edward Sharpe & The Magnetic Zeros é um disco muito leve e honesto, as melodias alegres crescem ao longo das músicas com o trabalho dos metais e do coral, criando uma sensação de conforto para o ouvinte, de forma que dá vontade de fazer parte do álbum e das músicas. Este agregamento também se dá pela facilidade de identificação com as letras das canções, que falam de temáticas universais como a vida e o amor, de forma simples, acessível e poética. A sensação de comunhão também aumenta com oos coral; talvez porque a textura sonora de várias vozes juntas crie a ideia de uma multidão unida e cantando, mas também por causa das raízes religiosas da música gospel em si.

A folk music, gênero pelo qual a banda se fez famosa, também está presente no disco em faixas como “Let’s Get High” e “Country Calling”. Além de outros estilos típicos da música norte-americana, como o soul da faixa “Please!”, mas o que predomina ainda é a psicodelia sessentista.

Ebert foi um dos responsáveis diretos pela mixagem do álbum, ao lado do engenheiro de som, Nico Aglietti, e está de parabéns pelo trabalho instrumental bem interessante que fez em suas faixas, de forma que Edward Sharpe conta com uma grande diversidade de instrumentos musicais, criando texturas e paisagens sonoras diversas e complexas.

Em geral, o disco é um trabalho bastante alegre. Conforme vai tocando fica bastante evidente o caráter confessional e íntimo das composições, principalmente em faixas como “Life is Hard” e “If I Were Free”. E o ápice do álbum está justamente na faixa mais triste de todas, na qual  as características das composições são mais evidentes e, que curiosamente, é a última faixa e single do disco, “This Life”. Nesta música, a banda explora um pouco do blues, trazendo uma letra bastante pessimista, em que o eu-lírico se lamenta que aquela vida não é para ele, que ele mentiu para si mesmo esse tempo todo. O grande trunfo da faixa é a contraposição entre os lamentos de Ebert e o coral, que entoa um “liar” durante o refrão, negando o que o eu-lírico fala.

Apesar de Edward Sharpe & The Magnetic Zeros terminar de forma melancólica, a última faixa não ofusca toda a alegria e leveza do resto do disco, de forma que este lançamento é, definitivamente, um dos bem-vindos do ano!

Diana Ragnole
Estagiária em Programação musical na Rádio UFSCar

A seguir, a lista de músicas que você escuta de segunda a sexta às 15h45, na Rádio UFSCar.

segunda-feira
1. Better Days
2. Let’s Get High
3. Two
terça-feira
4. Please!
5. Country Calling
quarta-feira
6. Life Is Hard
7. If I Were Free
quinta-feira
8. In the Lion
9. They were Wrong
sexta-feira
10. In the Summer
11. Remember to Remember
12. This Life

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