Cut Copy – Free Your Mind

Escrito por em 11/11/2013

O trio australiano de música eletrônica que conquistou o mundo no final dos anos 2000, com seu som que tem referências do indie rock, do rock alternativo e da new wave, chega agora com seu mais novo disco Free Your Mind.

Tudo no Cut Copy grita hype, desde seu som originalmente descolado, passando por sua turnê de estreia, ao lado de bandas como Bloc Party, Franz Ferdinand, Daft Punk e Junior Senior, até seu histórico de remixes para gente de cacife como Cansey de Ser Sexy, The Presets, Kaiser Chiefs, etc. Aqui no Brasil a coisa ainda foi além quando o programa Pânico Na TV utilizou o single “Nobody Lost, Nobody Found” na abertura de um dos quadros do programa, introduzindo o som novo na vida dos brasileiros.

Free Your Mind é o quarto disco do Cut Copy, seguindo o Zonoscope, de 2011, que chegou a ser indicado para um Grammy, mas não levou o prêmio. Neste novo trabalho, o trio australiano utiliza um formato de unidade no disco, abrindo-o com uma introdução para depois nos apresentar o single-título, que também é uma espécie de vibe guia durante o álbum inteiro, que nos passa a mensagem de nos libertarmos de nós mesmos e libertarmos nossas mentes.

As primeiras faixas, “Free Your Mind”, “We Are Explorer” e “Le Me Show You Love” têm letras animadas e positivas, recheadas de samples oitentistas e que abrem o disco em ascensão. Outro aspecto recorrente nas músicas são as citações de lugares físicos como o céu, montanhas, a cidade, lugares escuros, esquinas, que criam a sensação de que o eu lírico passeia pelo mundo, absorvendo as características e informações dos lugares, numa jornada maior, espiritual, de libertação.

Seguindo essa lógica, as músicas seguintes são “Into The Dessert” e “Footsteps”, que preparam o terreno para o lado mais melancólico do disco, que  vem com as faixas “In Memory Capsule”, “Above The City” e “Dark Cornes & Mountains Tops”, nestas faixas o Cut Copy abusa das referências oitentistas, se aproximando muito do som do New Order, sua principal influência, a banda da qual é considerada sucessora. Tal aproximação pode fazer com que a música soe oitentista demais, ou seja, nostálgica e anacrônica, mas o trio australiano não deixa a peteca cair e também aposta em referências mais modernas para complementar sua obra.

Como todo bom disco com unidade, Free Your Mind volta a crescer nas faixas seguintes: “Meet Me In The House Of Love”, “Take Me Higher e The Waves”. E alcança o ápice em “Walkin In The Sky”. O céu é um limite físico que o eu lírico atinge em sua jornada, fazendo alusão também ao estado espiritual que a música e a mensagem do disco busca passar e, por causa disso, faz muito sentido que a última canção do disco se chame “Mantra”, a palavra, que em sânscrito significa controle da mente, trata-se de uma sílaba ou um pequeno poema com temática religiosa, que é cantado repetitivamente num ritual de concentração.

A meditação tem como objetivo final levar ao Nirvana no qual o indivíduo estaria no seu estado espiritual mais pleno. A trajetória do Free Your Mind segue a mesma linha, nos envolve em um mundo de ascensão musical, repetindo alguns temas, como a jornada física, a fim de nos levar ao estado máximo de libertação da mente.

Diana Ragnole
Estagiária em Programação musical na Rádio UFSCar

A seguir, a lista de músicas que você escuta de segunda a sexta às 15h45, na Rádio UFSCar.

segunda-feira
01 – Intro
02 – Free Your Mind
terça-feira
03 – We are Explorers
04 – Let Me Show You Love
05 – Into The Dessert
quarta-feira
06 – Footsteps
07 – In Memory Capsule
08 – Above The City
quinta-feira
09 – Dark Corners & Mountains Tops
10 – Meet Me In The House Of Love
11 – Take Me Higher
sexta-feira
12 – The Waves
13 – Walking In The Sky
14 – Mantra

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