Arctic Monkeys – AM

Escrito por em 08/01/2014

O Arctic Monkeys, um dos expoentes do indie rock, lança agora o seu disco AM, um dos lançamentos mais aguardados do ano. Forjado a partir de um conceito bem específico, e com uma pegada rockeira, presente em Humbug mas não em Suck It And See, AM é mais um trabalho de qualidade dos macacos árticos.

AM foi nomeado como o disco VU da banda nova-iorquina Velvet Underground, mas ao mesmo tempo, am é a designação para as horas entre a meia noite e o meio dia. Desta forma, AM é um disco ambientado depois da meia noite. Horário em que a magia acontece, dizem. As músicas novas aparecem mais sombrias e pesadas, falando sobre situações de intimidade, relacionamentos, algumas crises existenciais e também algumas referências à sexo, álcool e drogas. O álbum já começa na pauleira, com o single “Do I Wanna Know” e a veterana “R U Mine”, que já havia conquistado o público no ano passado. Duas músicas que, na minha opinião, soam tão parecidas que poderiam ser a mesma, de forma que tive o receio de o resto do disco ser todo assim, mas não é. A partir da terceira faixa, a” One For The Road“, AM fica mais sombrio mas continua pesado nos riffs de guitarra, com um quê de rock setentista. A faixa, inclusive, conta com a participação do músico Josh Homme, líder do Queens of The Stone Age e amigo próximo de Alex Turner, de forma que é normal um participar do trabalho da banda do outro. Homme ainda aparece na faixa “Knee Socks”.

 AM continua na pegada rockeira até a faixa “Nº 1. Party Anthem”, uma baladinha bem típica do Arctic Monkeys, uma herança de Suck It And See, talvez. A partir daí o disco dá uma sossegada, com faixas menos agitadas. É interessante apontar o caráter bem sensual do disco, todas as músicas têm uma vibe meio noturna e sexy, com um quê de glamour decadente. O Arctic Monkeys também adotou a tendência dos falsetes setentistas com tudo nesse disco, eles aparecem a todo o momento nos backing vocals, mas de forma equilibrada que dá às músicas um toque feminino interessante.

A banda tomou um rumo diferente no disco AM, ao apelar para uma nostalgia rockeira que muitos consideravam perdida. Na minha opinião foi uma mudança boa. Diferente da bandairmã The Strokes, outro ícone do indie rock, que acabou se perdendo em experimentações com música eletrônica, techno e música brega e por fim acabou lançando um disco mais do mesmo e sem nenhuma energia.

Sempre bom poder ver o Arctic Monkeys ousar num trabalho, mas sem perder a essência.

Diana Ragnole

Estagiária em Programação musical na Rádio UFSCar

A seguir, a lista de músicas que você escuta de segunda a sexta às 9h45, na Rádio UFSCar.

segunda-feira

1. Do I Wanna Know?

2. R U Mine?

terça-feira

3. One For The Road

4. Arabela

quarta-feira

5. I Want It All

6. No. 1 Party Anthem

quinta-feira

7. Mad Sounds

8. Fireside

9. Why You Only Call Me When You’re High?

sexta-feira

10. Snap Out Of It

11. Knee Socks

12. I Wanna Be Yours

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