Conversamos com Larissa Camargo, vereadora, educadora, ex-conselheira tutelar , do partido PCdoB, sobre o seu primeiro ano de mandato e planos para 2026. Ela também falou sobre a trajetória marcada pela atuação nos movimentos sociais e pela defesa de políticas públicas voltadas à justiça social, à igualdade racial e aos direitos das mulheres. Larissa é uma mulher da periferia, moradora por décadas do Cidade Aracy, de esquerda e foi a primeira negra eleita vereadora na história de São Carlos, em 168 anos. Seu mandato inclui escuta da população, com o diálogo com as periferias e, claro, com a fiscalização do poder público.
Conversamos com a vereadora Fernanda Castelano, do PSOL, que também é docente do Departamento de Letras da UFSCar. Na Câmara Municipal, ela tem atuado em projetos relacionados a justiça histórica, inclusão e igualdade e incentivo à representação feminina na mesa diretora. Outras ações e emendas destinadas ao Hospital Universitário, ao acesso à universidade e à população indígena são destaques do primeiro ano de atividade na política.
Nos últimos meses, o número de feminicídios no Brasil e, em específico, em algumas cidades, como São Paulo, atingiu níveis recordes, com mais casos registrados do que em anos anteriores. A cada 6 horas, um homem assassina uma mulher no país, o que demonstra que o país tem sido tolerante com a violência contra a mulher. Enquanto isso, a verba destinada ao combate à violência contra a mulher é congelada ou não é utilizada. Para conversar com a gente, convidamos a professora Jacqueline Sinhoretto,que é docente do Departamento de Sociologia da UFSCar e coordenadora do GEVAC, o Grupo de estudos sobre violência e administração de conflitos.
O congresso nacional derrubou, em sessão conjunta realizada entre a Câmarados Deputados e o Senado Federal, uma série de vetos do Presidente Lula e retomou regras aprovadas anteriormente que fragilizam o processo de licenciamento ambiental noBrasil e, por consequência, fragiliza a proteção ao nossomeio ambiente. A decisão dos congressistas contrariou apelos do Palácio do Planalto,de entidades da sociedade civil e de ambientalistas. A avaliação é de que a medida representa um retrocesso na proteçãodo meio ambiente.
Na conversa com a professora Carolina de Albuquerque, que é pesquisadora do CEDA–o Centro de estudos em democracia ambiental da UFSCar e professora da faculdade de direito da Universidade Federal de Rondônia,você vai entender melhor quais são as consequências dessa decisão para o meio ambiente e para o país.
Assentamento ‘Capão das Antas’, uma medida que vai beneficiar 150 famílias agricultoras, que produzem alimentos, cestas agroecológicas e outros produtos. Essa é a primeira vez que uma Pefeitura Paulista transfere uma área ao INCRA com esse propósito, já que, em geral, os municípios retomam as áreas ocupadas em vez de destiná-las à reforma agrária. Agora, essas famílias poderão regularizar suas produções e acessar políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar na região. Em uma parceria de quase uma década, a UFSCar já desenvolveu diagnósticos social, produtivo e econômico , promoveu consultorias em diferentes assuntos e capacitações, assim como articulou colaborações para fortalecer o empreendimento social e gerar renda para os agricultores. Agora, através de projetos de extensão, a Universidade mantém o suporte da produção agroecológica ao comércio justo, ou seja dos quintais às feiras.
Nesta edição do Estação 953, confira a participação da pedagoga Givânia Maria da Silva, uma das principais lideranças quilombolas do Brasil, em mais um evento de comemoração aos 55 anos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A professora fala sobre a necessidade de reconhecer e integrar aos currículos acadêmicos os saberes e conhecimentos produzidos por grupos sociais historicamente excluídos das universidades. Ela defende que é preciso desconstruir o modelo tradicional — criado para elites e baseado no pensamento europeu branco — e valorizar, na bibliografia dos cursos de graduação, os saberes indígenas, afro-brasileiros, quilombolas, tradicionais e populares, para que possamos construir universidades mais conectadas com a realidade brasileira.
“É preciso que as epistemologias tradicionais sejam reconhecidas como legítimas. Não basta ingressar. Pessoas pretas, quilombolas, indígenas também precisam falar por si e ter o conhecimento que produzem validado. O conhecimento é diverso e dinâmico, assim como a própria natureza humana. A ciência precisa ser plural”, defende a dona de uma das principais vozes nacionais em educação quilombola, direitos territoriais e temas relacionados à população negra rural.
Na UFSCar, a professora também abordou a importância de uma educação que respeite a ancestralidade, o território, a diversidade e a justiça social — uma educação que seja instrumento de resistência, de reconstrução histórica e de valorização de identidades tradicionalmente marginalizadas. Além da crítica à ciência colonizadora, Givânia da Silva propõe caminhos para uma necessária revolução nos conteúdos que formam os profissionais nas Instituições de Ensino Superior brasileiras.
O programa ainda é uma oportunidade de conhecer a trajetória de Givânia, a primeira pessoa quilombola a integrar a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação.
Estudos mostram que o ambiente universitário tem produzido sofrimento, ansiedade e depressão em professores. Mas, a falta de saúde mental afeta a categoria em todos os setores. O estado de São Paulo tem, em média,95 afastamentos diários de professores por saúde mental, segundo levantamento do Centro do professorado paulista com base em dados da Diretoria de perícias médicas do estado. Entre janeiro e setembro deste ano, foram registradas 25.699 licenças médica concedidas a professores da rede estadual por transtornos mentais e comportamentais. São carlos, Araraquara e outras 24 cidades da região central do estado de São Paulo registraram 565 licenças médicas por transtornos mentais de professores da rede estadual, entre janeiro e setembro de 2025. O número equivale a uma média de dois afastamentos por dia por doenças como ansiedade e depressão. Conversamos com o psicólogo e professor do Departamento de Educação, Eduardo Pinto e Silva.
Neste ano, foi lançada, na UFSCar, a campanha ‘UFSCar antirracista’, que reúne ações, diretrizes e canais institucionais voltados ao enfrentamento ao racismo e à promoção da equidade racial. Pra gente conversar sobre ações afirmativas que vem sendo desenvolvidas, convidamos o André Pereira da silva, Secretário geral de ações afirmativas, diversidade e equidade da UFSCar, e a professora Tatiane Cosentino Rodrigues, docente do Departamento de teorias e práticas pedagógicas da universidade e coordenadora de relações étnico raciais da secretaria geral de ações afirmativas, diversidade e equidade, a SAADE.
Projeto do Departamento de Medicina da UFSCar, “Mãos que integram e apoiam” está mapeando as desigualdades sociais relacionadas aos povos indígenas brasileiros, assim como sua resiliência, para identificar de forma mais eficaz as áreas prioritárias que necessitam de intervenções. Um e-book será lançado no ano que vem com os dados coletados; e um seminário acontece na UFSCar para debater os avanços no ensino superior pormeio dos programas de ações afirmativas, os desafios para superar a falta de assistência no ensino básico indígena, a desassistência à saúde dos povos indígenas, especialmente no território Yanomami, indicadores de saúde, dados relacionados a anemia, desnutrição e obesidade, além da apresentação de informações sobre a violênciacontra territórios indígenas, mortes e o tráfico de drogas. Conversamos com a professora Mônica Nunes, docente do Departamentode Medicinada UFSCar e coordenadora do projeto ‘Mãos que integram e apoiam’.
A inclusão e o acesso de pessoas trans ao ensino superior público aqui no Brasil tem se tornado uma realidade gradativamente, em universidades federais, através de políticas de ações afirmativas voltadas para esse público. O reconhecimento do nome social, a própria reservas de vagas e mesmo a ampliação de programas de assistência a permanência estudantil são ações de incentivo para a abertura de espaço no meio acadêmico de um grupo que sempre foi excluído . Para falar sobre inclusão convidamos a primeira docente trans da história da Universidade, Valquíria Graia Correia, do Departamento de Química da UFSCar.
Faz um ano que a nova lei de licitações e contratos administrativos entrou em vigor aqui no Brasil. Essa lei foi sancionada em 2021, unindo e atualizando outras legislações que existiam antes, e todo o serviço público teve um tempo para se adaptar a essa nova norma geral que trouxe uma série de mudanças para dar mais transparência, mais segurança e mais eficiência a administração pública. O que falta neste momento é capacitação para preparar os servidores para atuação com base nas mudanças. Para falar sobre este novo marco legal que moderniza as regras de compras e contratações feitas pelo poder público no Brasil, assim como para obras e outros serviços, nós conversamos com os pesquisadores do CEDA, o Centro de Estudos em Democracia Ambiental, da UFSCar: Ozelito Possidonio de Amarante Junior, do Departamento de Ciências Ambientais, e Evandro Gustavo Souza, do programa de pós graduação em Ciências Ambientais da UFSCar.
A UFSCar está lançando os resultados de um mapeamento sobre projetos de inovação social desenvolvidos na universidade. São dezenas de iniciativas que contribuem para a resolução de problemas sociais e transformam realidades em áreas como educação, saúde, habitação e sustentabilidade. Entre elas, estão incubadoras de empreendimentos de economia solidária, cursinhos pré-vestibular gratuitos, capacitações em gestão para moradores de assentamentos, ações de promoção da saúde, desenvolvimento de tecnologias assistivas e até visitas guiadas ao Cerrado, que sensibilizam para a importância da conservação e da sustentabilidade.
Nesta edição do ‘Estação 953’, confira uma entrevista com o professor Daniel Braatz, diretor da Agência de Inovação (AIn) da UFSCar, e com Patrícia Villar Martins, supervisora de Transferência de Tecnologia da unidade e responsável pelo levantamento. Eles relembram o histórico comprometimento da UFSCar com as causas sociais, analisam como tem se ampliado a compreensão sobre o papel da universidade pública na promoção do desenvolvimento social e explicam como o conceito de “inovação social” vem sendo construído atualmente. Os entrevistados também destacam o potencial do fazer acadêmico para impulsionar políticas públicas e discutem como a criação de um ecossistema multicampi de inovação social pode fortalecer iniciativas, ampliar sua visibilidade e articular novas parcerias internas e externas — com sindicatos, cooperativas, assentamentos, prefeituras etc. Por fim, falam ainda sobre os desafios enfrentados e sobre a importância de incorporar a inovação social como um campo estratégico de atuação, capaz de fomentar novas iniciativas e estruturar aquelas que já existem.
O tratamento do câncer infantil impõe desafios físicos e emocionais tanto para os pacientes quanto para seus familiares. As mudanças na rotina, as internações frequentes, os efeitos colaterais das terapias e o afastamento da escola e dos amigos tornam essa experiência especialmente difícil. Além disso, o diagnóstico tardio, a desigualdade no acesso ao cuidado para quem vive longe dos grandes centros e até a dificuldade da criança em compreender o que está acontecendo podem gerar sofrimento e impactar a vida adulta. Estudos mostram que pessoas que vivenciam esse cenário têm maior propensão a desenvolver distorções da imagem corporal, ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático. Também há registros de dificuldades nas relações interpessoais e de maior incidência de consequências físicas, como problemas cardíacos, endócrinos e de fertilidade, entre outras.
Nesta edição do ‘Estação 953’, confira uma entrevista com a psicóloga Viviana Lanfranchi, pesquisadora em Oncologia Pediátrica no Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPsi) da UFSCar. Analisando a resiliência de crianças hospitalizadas para tratar o câncer, ela fala sobre os fatores que favorecem ou dificultam esse processo, sobre as repercussões na vida adulta e sobre a necessidade de ampliar o suporte psicossocial — ainda bastante deficitário — oferecido aos pacientes em tratamento.
Um momento histórico: no dia 8 de dezembro, a UFSCar entrega o título de Doutora Honoris Causa à cantora, compositora e deputada estadual Leci Brandão. Com mais de 50 anos de carreira artística e quatro mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Leci será a primeira mulher negra a receber essa homenagem na Universidade Federal de São Carlos. A concessão do título à sambista — que sempre retratou em suas músicas a cultura afro-brasileira, a desigualdade, a luta das mulheres negras e as religiões de matriz africana — representa uma reparação histórica. É o reconhecimento de uma das maiores lideranças do movimento negro brasileiro, que contribuiu para a intelectualidade do país, vencendo tentativas de invisibilização, e sempre atuando em prol da educação antirracista, dos direitos humanos, da inclusão, da arte, da cultura e do desenvolvimento científico e tecnológico.
Nesta edição do ‘Estação 953’, confira uma entrevista com professores e pesquisadores da UFSCar que participam da formulação da proposta da outorga do título de Doutora Honoris Causa à Leci Brandão. Além de explicar do que se trata o título, eles recordam a história de Leci e falam sobre a importância da homenagem à essa grande voz do samba, que é figura central na música preta brasileira, parte essencial da cultura do Brasil e sinônimo de resistência feminina negra. Os convidados ainda contam como foi feita a construção da homenagem, destacam o trabalho legislativo da homenageada e refletem sobre como a entrega da condecoração à Leci Brandão reforça a relevância de outras formas de conhecimento para além da ciência produzida nas universidades.
Pesquisadores da UFSCar e da UFRJ viram uma descoberta científica ganhar vida na tela e nas prateleiras, a partir de registros encontrados em Araraquara. O icnogênero Farlowichnus é um tipo de pegada fóssil registrada na formação Botucatu, produzida por um pequeno dinossauro corredor que viveu há mais de 130 milhões de anos em ambientes de dunas. Esse icnogênero foi descrito pelos paleontólogos Marcelo Adorna Fernandes, do DEBE/UFSCar, pelo italiano Giuseppe Leonardi, vinculado à UFRJ, e colaboradores. Agora, o dinossauro identificado virou personagem da nova temporada da série de animação da Netflix‘, Jurassic World: Teoria do caos’ e também virou boneco da Mattel nas prateleiras físicas e virtuais das lojas de brinquedo. O professor e pesquisador Marcelo Adorna Fernandes conta pra gente como foi a experiência de ver a ciência em outros ambientes e também fala do seu fascínio pela Astronomia.
25 de novembro de 2025 entrou para a história como o dia em que foi concluído o processo penal contra o chamado “núcleo crucial” da tentativa de golpe de Estado. Pela primeira vez, em resposta a ataques à democracia brasileira, o Supremo Tribunal Federal determinou a execução das sentenças de militares de alta patente e de um ex-presidente — Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar a organização criminosa que tentou se manter no poder.
Nesta edição do “Estação 953”, confira uma entrevista com o professor João Roberto Martins Filho, docente do Departamento de Ciências da UFSCar e um dos principais pesquisadores da história dos militares na política brasileira. Ele analisa este momento inédito e afirma que o Brasil realizou um acerto de contas com seu passado, fortalecendo a democracia. “Escapamos de um golpe que teria provocado centenas de mortes”, destaca.
Na conversa, o especialista relembra a participação de militares nas crises políticas do país e também ressalta: “A condenação de integrantes das Forças Armadas é resultado da aliança entre Bolsonaro e os militares e dos desdobramentos desse apoio”. O professor ainda comenta os conflitos internos nas Forças Armadas, as críticas de setores da direita a militares que não aderiram à tentativa de golpe e o risco de uma eventual anistia aos golpistas ser aprovada pelo Congresso Nacional.
Pesquisadores da Embrapa Instrumentação, de São Carlos, participaram da COP30 para apresentar tecnologias voltadas a uma agricultura mais sustentável. As inovações — relacionadas à segurança alimentar, adaptação climática, agricultura de baixo carbono, entre outros temas essenciais para a resiliência ambiental — integraram as mais de 400 iniciativas expostas na AgriZone, sediada na Embrapa Amazônia Oriental, em Belém, no Pará. Mais de 25 mil pessoas, de diferentes partes do mundo, visitaram o espaço e conheceram, por exemplo, uma plataforma de inteligência artificial que integra sistemas e sensores a laser para mapear o solo e as atividades agrícolas de forma automatizada. A ferramenta, desenvolvida em São Carlos, reúne dados como textura, nutrientes, pH do solo e teor de carbono. Outra tecnologia apresentada na COP30 foi a Fossa Séptica Biodigestora, voltada ao tratamento de esgoto em residências rurais, especialmente em áreas isoladas. Prestes a completar 25 anos, essa solução já está presente em mais de 12 mil casas nos 27 estados brasileiros e, pela primeira vez, foi exibida em um evento internacional.
Nesta edição do Estação 953, você confere uma entrevista com José Manuel Marconcini, chefe-geral da Embrapa Instrumentação, e com o pesquisador responsável pelo desenvolvimento da Fossa Séptica Biodigestora, Wilson Tadeu Lopes da Silva. O cientista também participou de uma mesa-redonda na Conferência do Clima, promovida pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, sobre o Programa Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana.
Eles comentam a experiência na COP30, o protagonismo internacional do Brasil em pesquisas na área de agricultura e o impacto das tecnologias desenvolvidas por instituições públicas do país. Os convidados ainda refletem sobre os desafios de levar essas inovações dos laboratórios para o cotidiano da população e avaliam as expectativas de novas parcerias que podem surgir a partir da Conferência. O legado da COP sediada no Brasil também está em pauta.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima lançou, durante a COP 30, em Belém (PA), o Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU). É o primeiro instrumento federal com diretrizes, metas e indicadores nacionais dedicado exclusivamente à arborização das cidades brasileiras, articulando políticas de meio ambiente, saúde, infraestrutura e planejamento urbano. Dados do MapBiomas, de 2024, mostram que a média nacional de arborização nas cidades do país é de 28,2% de cobertura verde. A expectativa é que o PlaNAU contribua para aumentar de 45,5% para 65% o número de moradores que vivem com três ou mais árvores no entorno de suas casas — o que representa cerca de 40 milhões de pessoas a mais em ambientes mais arborizados.
Nesta edição do ‘Estação 953’, confira uma entrevista com o professor Fernando Perioto, do Centro de Ciências da Natureza do Campus Lagoa do Sino da UFSCar, que participou da elaboração do PlaNAU. Ele fala sobre como o Plano busca transformar a arborização em política de Estado e fortalecer, na prática, o conceito de infraestrutura verde. O docente explica ainda que, além de proteger a água e o solo, reduzir o risco de desastres ambientais e diminuir a poluição sonora nos centros urbanos, a arborização gera emprego e renda, embeleza a paisagem, reduz o estresse e aumenta o bem-estar da população. São benefícios sociais, ambientais e econômicos. O professor da UFSCar também ressalta a importância de uma ação coletiva em prol do meio ambiente, diante da necessidade crescente de promover a chamada “Justiça Ambiental”. Por fim, ele analisa os desafios de infraestrutura, de capacitação de recursos humanos, para garantir investimentos e fortalecer a educação ambiental.
ICMC de Portas Abertas: O evento, promovido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, é uma mostra interativa aberta ao público, com atividades sobre inteligência artificial, programação, ciência de dados, sistemas de computação, desenvolvimento web e pesquisa operacional. A programação será realizada de segunda a sexta-feira, de 24 a 28/11, a partir das 9 horas.
Confira a entrevista na edição desta quarta-feira, 19, do “Estação 953” com o professor Thiago Pardo, docente do ICMC e coordenador do evento.
O Conselho Municipal da Diversidade Sexual de São Carlos toma posse nesta terça-feira, 18 de novembro, no Paço Municipal de São Carlos, às 19 horas. A retomada é resultado da ampla mobilização da comunidade LGBTQIAPN+. Confira os detalhes no \"Estação 953\", em entrevista com a presidenta eleita do Conselho da Diversidade Sexual de São Carlos, Angela Lopes, e com o integrante do Conselho, escritor e pesquisador em Educação, Lucas Enayton.
A maior chacina já registrada no Brasil: O governo do Rio de Janeiro confirmou a morte de 121 pessoas nos complexos do Alemão e da Penha, durante uma operação policial contra o Comando Vermelho. Quase metade dos corpos das vítimas foi resgatada em uma área de mata pelos próprios moradores das regiões invadidas. Organizações de defesa dos direitos humanos condenaram a ação, enquanto órgãos do judiciário exigem explicações.
Nesta edição do “Estação 953”, você confere uma entrevista com dois especialistas em segurança pública: a professora Jacqueline Sinhoretto, do Departamento de Sociologia, e o pesquisador Augusto Perillo, do Programa de Pós-Graduação em Sociologia, ambos da UFSCar.
“Para quem estuda segurança pública, em nenhum lugar do mundo isso pode ser considerado bem-sucedido. Não se faz paz com guerra”, afirma a professora.
Dentre outros pontos, os convidados discutem como o crime organizado nunca esteve tão forte, mesmo após décadas de tentativas de combate armado às facções no Rio de Janeiro. Eles explicam que operações como essa não enfraquecem os grupos criminosos, apenas os reorganizam. Também abordam a presença das facções nas instituições do Estado brasileiro, seu financiamento e o impacto da flexibilização do acesso a armas no fortalecimento desses grupos. Os pesquisadores ainda falam sobre a necessidade do desenvolvimento de uma política de segurança pública que organize um conjunto de ações, mobilizando diferentes frentes, baseadas em inteligência, e não em conflito armado. Além disso, ressaltam como a criação de oportunidades de acesso à educação, ao trabalho e à renda é fundamental para uma transformação social. A conversa também aborda o viés eleitoral da operação, a espetacularização da violência para conquistar votos de eleitores de direita, o trauma dos familiares das vítimas, o pânico dos moradores que ficaram na linha de tiro e ao ‘dia seguinte.
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