Os 10 melhores discos internacionais do semestre

Os 10 melhores discos internacionais do semestre

A programação musical da Rádio UFSCar selecionou os 10 melhores álbuns deste 1º semestre de 2016. Confere aí.

anohni#10 ANOHNI – Hopelessness

“Você não terá a ousadia de colocar ANOHNI ao lado das grandes divas do pop que também lançaram discos neste ano, mas deveria. Com um discurso coeso e corajoso, a artista consegue trazer uma mensagem para muito além das discussões intermináveis de Facebook, carregando com sua voz barroca e melancólica uma enorme crítica ao modelo de sociedade imposta por gerações e gerações anteriores à nossa.” (leia a resenha completa)

Segunda-feira – 4 Degrees

Quarta-feira – Drone Bomb Me


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#9 Radiohead – A Moon Shaped Pool

“Da crítica à sociedade moderna às junções e desatinos, o Radiohead continua trabalhando para nos tornar seres humanos mais sensíveis, sinceros e tolerantes uns com os outros e para a arte não precisamos de mais que isso.”(leia a resenha completa)

Segunda-feira – Daydreaming

Quarta-feira – Burn The Witch


rihannaanti#8 Rihanna – ANTI

Não demorou muito para logo após o lançamento de ANTI, oitavo disco da Rihanna, ter vazado na internet, os donos da plataforma de streaming Tidal disponibilizarem o álbum gratuitamente. Com download direto no site, em poucas horas o disco já possuía mais de dez mil downloads, o sucesso espontâneo do álbum foi impressionante. Porém, não só de downloads se faz um disco. ANTI é provavelmente, o álbum mais Rihanna da Rihanna. Com muitas faces, da dançante “Work” à sensual “Kiss It Better” e passando até pelo country, a cantora não se limita e segue contra os padrões, daí o nome ANTI. Sem medo de ser diferente e inovadora, Rihanna mostra que talento e versatilidade são as fortes características do seu trabalho.  

Segunda-feira – Kiss It Better

Quinta-feira – Work


#7 David Bowie – Blackstar bowieblackstar

A morte de uma estrela. Blackstar, vigésimo quinto disco de estúdio do camaleão e ídolo da música David Bowie, é um marco não só por ser mais um belíssimo exemplo de como o inglês sempre consegue se reinventar, quando incorpora elementos do jazz à sua própria arte, mas também por trazer à tona os conflitos e a angústia de um ídolo muito consciente da proximidade de sua morte, como se tivesse planejado cada passo de sua partida, após 69 anos muito bem vividos no mundo. Lançado a exatos dois dias antes do anúncio inesperado de sua falência por câncer no fígado, Blackstar colocou mais uma vez o nome do artista no topo das paradas ao redor do planeta, provando que o legado de Bowie será mesmo lembrado para sempre por gerações e gerações após a nossa.

Segunda-feira – Lazarus

Quinta-feira – Blackstar


#6 PUP – The Dream Is Overpupthedreamisover

“Apesar de toda a fúria e baixa autoestima, PUP em nenhum momento faz discursos de ódio. O disco é um retrato autodestrutivo da própria e embriagada vida de Babcock. Diferente dos extintos emos dos anos 2000, os jovens da PUP abordam sua desgraça adolescente com muito bom humor, sem abandonar as raízes do punk, não só na musicalidade, mas também no objetivo de nunca parar de tocar e tocar em qualquer lugar. The Dream Is Over, no final das contas, é uma mensagem de que só a morte pode pará-los e esse é o lado positivo do disco, já que a PUP veio pra ficar.” (leia a resenha completa)

Terça-feira – If This Tour Doesn’t Kill You, I Will

Quinta-feira – DVP


#5 Mitski – Puberty 2 puberty2

“Com uma facilidade invejável para compor melodias e texturas precisas, a compositora nipo-americana consegue entregar um dos melhores registros do ano. Se em 2014, a também norte-americana St. Vincent apresentava ao mundo a sua elogiadíssima obra autointitulada, e no ano passado a australiana Courtney Barnett, com seu belíssimo disco de estreia Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit, tomava para si o protagonismo das guitarras; o melhor do rock, prático e direto em sua essência como bem conhecemos, acaba de escrever seu nome no ano, e o nome dela é Mitski.” (leia a resenha completa)

Terça-feira – A Loving Feeling

Quinta-feira – Your Best American Girl


#4 Chance The Rapper – Coloring Book chance.jpg

“Chancelor Bennett, mais uma vez, se supera e afirma que o rap está em alta por ser um gênero que se mescla com outros de maneira orgânica, do groove ao trap ou do gospel ao jazz, sem perder a elegância. Com certeza, Coloring Book é um dos melhores discos do ano.”(leia a resenha completa)

Terça-feira – No Problem (feat. Lil Wayne, 2 Chainz)

Sexta-feira – Angels (feat. Saba)


#3 Death Grips – Bottomless Pit deathgrips

“Alguns vão dizer que é hip hop intenso e experimental tipo Run The Jewels, alguns vão dizer que a banda tem no industrial da Nine Inch Nails seu maior norte, outros, enfim, podem sugerir que os ingleses da Prodigy já fizeram esse tipo de loucura de forma muito mais efetiva nos anos 90. Na real, uma postura muito justa, nesse caso, seria aceitar que qualquer tipo de classificação é uma mera perda de tempo em se tratando do som da Death Grips, visto que eles têm nos surpreendido cada vez mais a cada ano.” (leia a resenha completa)

Terça-feira – Eh

Sexta-feira – Giving Bad People Good Ideas


#2 Beyoncé – Lemonadebeyoncelemonade

“[…] Lemonade surge como uma afirmação da cantora como a rainha do pop, a dona do império. E sob seu comando e suas vontades, ela mostra ao mundo que não leva desaforo pra casa. Lemonade é uma obra-prima, um tapa na cara de quem se achava o rei, de quem achou que ela estava derrotada e um soco na nuca de uma sociedade machista e racista.”(leia a resenha completa)

Quarta-feira – Sorry

Sexta-feira – Formation


#1 Kamaiyah – A Good Night In The Ghetto kamaiah

“A naturalidade com que as rimas são construídas, a suavidade em que os versos se encontram e transportam o ouvinte para a realidade narrada é impressionante. A Good Night In The Ghetto não só revelou ao mundo uma talentosa rapper que tem um futuro promissor, mas que para fazer rap de qualidade não é preciso um maestro ou uma orquestra de jazz, mas sim, saber fazer como era feito há duas décadas, com boas batidas, bons samples e ótimas rimas.” (leia a resenha completa)

Quarta-feira – How Does It Feel (Prod. By CT Beats)

Sexta-feira – I’m On (Prod. By Drew Banga)


As faixas selecionadas vão ao ar de segunda a sexta às 15h30, com reprise na íntegra no sábado às 15h.

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